Após muita pesquisa e muitos debates, enfim chegamos a esse delicioso post para nos aprofundarmos mais no assunto! Então para começo de conversa, vamos entender mais sobre a House Music, aquela que surgiu por volta de 1980, derivada da Disco Music, e que serviu de base para as variações sonoras que conhecemos hoje como: trance, techno e, claro, todas as sub vertentes como: progressive house, tech house, deep house e por aí vai.

Caracterizado por ir de 126 a 130 bpm, com batidas 4 por 4 em uma sequência contínua, o House teve seu início no aclamado club de Chicago “The Warehouse”, pelo DJ Frankie Knuckle. Segundo os resquícios históricos, os frequentadores do club procuravam pelos discos nas lojas de vinil da seguinte maneira: “Aqui tem aquele disco que toca na Warehouse?”, e a procura foi tanta que até uma sessão especial foi criada com o nome de “As Heard At The Warehouse” (Ouvidas na The Warehouse) – mas com o tempo o nome da sessão sofreu modificações e acabou sendo encurtado para ‘House Music’, que logo ganhou força entre os ouvintes do estilo.

Os novos elementos musicais, os novos arranjos e esse ritmo mais dançante que nós amamos, com o passar dos anos e com a evolução da tecnologia, foi se popularizando de uma forma acelerada, que hoje já perdemos as contas de quantas sub vertentes ganhou e até mesmo não conseguimos identificá-las facilmente, certo? E isso se deve a propagação que a House Music teve durante o fim dos anos 80 e toda a década de 90, onde novos sonidos foram sendo criados como: o deep, tech e tropical house e outros mais populares como progressive, future e electro house, onde estão concentrados a maioria dos artistas do mainstream como David Guetta, Alesso, Nervo, Eric Prydz, Don Diablo e Deadmau5. Agora que já entendemos sobre o surgimento da House Music, vamos entender mais sobre os principais expoentes de cada sub vertente derivada do estilo:

*Atenção, os DJs destaques listados abaixo em cada sub vertente, não produzem necessariamente somente o estilo citado, são alguns dos nomes principais que tocam muito do estilo em seus sets.

Electro House

O Electro House (ou Dirty House) é uma vertente que possui graves distorcidos e rítmicos como base principal, variando entre 128 a 130 bpm, sempre com batidas mais pesadas. Vale ressaltar que hoje muitos DJs mesclam em suas produções elementos da House Music com o big room e future bass, deixando o som mais agressivo. DJs destaque: David Guetta, Benny Benassi, Alesso, Calvin Harris, Nervo, Afrojack, Dada Life, Avicii e Zedd.

Progressive House

Surgiu no início dos anos 90 e consiste em batida 4 por 4, com um bass mais profundo. Geralmente são músicas longas que vão crescendo de ritmo progressivamente. DJs destaque: Deadmau5, Eric Prydz, Hernan Cattaneo, Steve Angello, Kaskade e Nicky Romero.

Deep House

Devido as influências que sofreu do Jazz, o Deep pode ter uma melodia bem complexa, suave e elegante, com bpm mais baixos do que o House convencional, onde seus picos de euforia são como, por exemplo, no Progressive House. DJs destaque: Kolombo, Yotto, Luttrell, Solomun, Bruno Be, Dusky e Maceo Plex.

Tropical House

Combinando batidas com instrumentos como saxofone, xilofones, violino, vocais fascinantes com samples de barulho de onda e de animais, as tracks alcançam cerca de 100 e 120 bpm, comumente. DJs destaque: Kygo, EDX, Nora En Pure, Thomas Jack, Felix Jaehn, Lost Frequencies, Klingande, Autograf, Steve Voide, Deep Chills e o duo The Him.

Future House

Uma das mais recentes variações da House Music, que se caracteriza por usar muito groove, sintetizadores, teclados, drops mais suaves, low bpm e às vezes vocais que lembram a dance music dos anos 90. DJs destaque: Oliver Heldens, Tchami, Don Diablo, Sam Feldt, Mr. Belt & Wezol, Lucas & Steve, Fox Stevenson, Madison Mars e Mike Williams.

Tech House

Assim como o nome sugere, ele mistura elementos do deep e minimal techno pra criar um som mais suave, atmosférico e introspectivo. DJs destaque: Marco Carola, Pete Tong, Patrick Topping, Green Velvet, CamelPhat e Jamie Jones.

Low House ou Brazilian Bass

Novo na cena, é uma fusão de Deep House e o Tech House, com 127 e 128 bpm, possui um grave reforçado, vários elementos de percussão, acompanhada de um pequeno refrão ou frase de efeito, sempre dançante e pra cima. Embora o nome faça referência a algo lento, é o lento em 127 BPM. DJs destaque: Cat Dealers, Vintage Culture, Dubdogz, Liu, Gabriel Boni e Alok.

Além dessas sub vertentes detalhadas aqui, não podemos nos esquecer do Tribal House, Acid House, Soulful House e Afro house, que apesar de menos evidenciadas na cena comercial, fazem parte da família da House Music.

Mas agora vamos a uma reflexão final: artistas como Duke Dumont, Gorgon City, Jax Jones, Martin Jensen, Bondax, Disclosure, Jonas Blue e Kungs, que em muitas vezes trazem em seus sets muito Deep House, Tropical House e Future House, estão produzindo sons com vocais mais animados e com uma pegada mais mainstream, onde o pico de euforia se encontra no drop cheio de vocal. Algum deles já afirmaram em entrevistas estarem produzindo Pop House. E aí, o que acham? Temos mais uma sub vertente em voga?

Comments

comments