Quando seu coração bate em High BPM

Escrito por: em 6 de fevereiro de 2018

Eu sempre fui uma criança agitada, fui diagnosticado com TDAH (Transtorno de atenção e hiperatividade) quando ainda pequeno, e sempre tive uma energia que não cabe dentro de mim. Aos 15 anos, descobri que gostava muito de dançar, e era apaixonado pela ideia de dançar qualquer coisa que tocasse, mas eu sempre tinha a sensação de que queria um pouco mais.

Aos meus 18, descobri a música eletrônica e comecei a ir muito em raves (Saudades das primeiras Flowers, XXXperience, Creamfields). Percebi que podia gastar muito da minha energia nesses eventos, me sentir renovado logo em seguida e ter a sensação de que tinha me esgotado (coisa que eu sempre achei impossível), mas ainda faltava algo mais.

O tempo passou e eu me distanciei um pouco da música eletrônica, comecei a ouvir muito sertanejo pois estava indo em muitas festas de faculdade, e sempre tinha a sensação de que faltava algo, de que eu precisava me esgotar, eu precisava descarregar as baterias para poder recarregar novamente, até cheguei a ir em algumas raves mas sentia que faltava algo.

Então, alguns anos depois eu fui à Tomorrowland Brasil (2016), e lá havia um palco de um estilo até então desconhecido por mim, um estilo Holandês que o BPM era muito alto, as músicas muito rápidas… O que era aquilo? Aquilo, era o Hardstyle, e eu nunca tinha dado atenção a ele, pois a cena no Brasil simplesmente não existe. E foi naquele palco tulipa que eu fui batizado nesse novo estilo, sim, eu ainda sou perdidamente apaixonado por todos os outros estilos musicais, mas, naquele estilo, eu podia dançar até me esgotar completamente, eu nunca tinha sentido um BPM tão rápido na minha vida.

No dia seguinte, eu decidi que queria saber mais sobre esse estilo maravilhoso e ir em algum evento desses. Na verdade não existia nada no Brasil, eu tinha que ir em algum na Europa.

E foi nesse ano novo que tive a oportunidade, pude ir no Freaqshow em Amsterdã, um Réveillon com cara de Halloween onde as pessoas se vestiam de monstros e estavam lá com uma única intenção, dançar até cair. Lá fiquei amigo de várias pessoas, principalmente de um grupo de espanhóis chamado Los Javalis, que me deram até adesivos da bandeira deles com todos os eventos que iam, e aí já permiti que caísse um dos meus medos, dessas pessoas serem um pouco mais agressivas que na cena do Trance. Dancei como se o mundo fosse acabar ali naquela virada de ano, ouvi músicas que me deixavam em estado de transe e então descobri que ainda tinha algo que ia além.

Geralmente os DJs de EDM fecham seus sets com Hardstyle, pois é um estilo mais rápido e dá uma sensação de fechamento absurda, mas os DJs desse estilo acabam fechando com outra coisa, o Hardcore, também conhecido como Gabber, nas baladas Australianas, mas bem, deixa o Gabber para outro texto =)

Ficou curioso para conhecer o Hardstyle? Bem, logo abaixo tem alguns DJs que eu curto, minhas músicas favoritas e meu set favorito para aqueles dias que acordo cheio de TDAH: Headhunterz, Technoboy and The Prophet na Defqon1.

Os DJs que mais curto são: Headhunterz, praticamente a maior lenda do Hardstyle, se aventurou pela terra do EDM por um tempo, mas teve um festival inteiro só para sua volta ao estilo. Wildstylez, Coone e Zatox.

As músicas que não podem faltar nas minhas playlists são: Don’t Let me Down e Zombie. Festivais pra ficar de olho: Defqon1, Qlimax e Q-Base.

Curtiu? Então solta o play nessa playlist que preparei!

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