Santa Catarina ganha um novo capítulo na cena eletrônica com a chegada da Kharma, proposta que se posiciona como o primeiro festival imersivo do estado. Marcado para os dias 15 e 16 de maio, o evento acontece a 1.400 metros de altitude, no Mirante da Serra da Boa Vista, em Rancho Queimado, a cerca de 70 km de Florianópolis.
A ideia central não é apenas reunir artistas e público em torno da música, mas construir uma narrativa contínua ao longo de dois dias. A experiência se desenha como uma jornada em que cada momento se conecta, do início da noite até o nascer do sol, e se estende para além da pista durante o dia.
Na sexta-feira, o festival começa em um formato mais íntimo. Com capacidade limitada e acesso controlado, a abertura acontece em um espaço coberto, das 22h às 6h. A proposta é criar uma imersão mais concentrada, onde a pista funciona quase como um ritual de entrada. A artista Ashibah lidera essa primeira etapa, acompanhada por uma curadoria que prioriza construção de atmosfera e conexão entre público e música.
No sábado, a experiência se expande. O mesmo local dá lugar a um novo cenário, desta vez open air, com dois palcos e funcionamento das 21h às 7h. A mudança de escala não rompe a narrativa, apenas amplia. Se a sexta é introspectiva, o sábado é coletivo. A pista ganha vida em múltiplos fluxos, com diferentes atmosferas coexistindo. Nomes como Jessica Brankka e Renato Ratier conduzem o ápice dessa jornada.
Entre uma noite e outra, o festival desacelera. Durante o dia, a proposta ganha novas camadas ao se integrar com o território. A Serra Catarinense deixa de ser apenas cenário e passa a ser parte ativa da experiência. Trilhas, cachoeiras e atividades ao ar livre funcionam como extensões naturais do evento, oferecendo ao público a possibilidade de viver o ambiente com mais profundidade.
Esse intervalo entre as pistas funciona como uma respiração. É o momento em que o excesso de estímulo dá lugar à contemplação, criando um contraste que fortalece a experiência como um todo. Nem todas as atividades estão inclusas no ingresso, mas um guia completo será disponibilizado para orientar o público na construção do próprio roteiro.
A estrutura foi pensada para sustentar essa proposta. O espaço conta com acesso facilitado, estacionamento oficial e suporte ao longo de todo o evento. Não haverá camping no local, mas a organização oferece suporte para hospedagem na região, que conta com pousadas, chalés e casas de aluguel. Também haverá transporte oficial saindo de Florianópolis, com embarque no Slaviero Hotel Baía Norte, garantindo logística simplificada e mais segurança para o público.
Mais do que um festival, a Kharma aposta em um formato que reflete um movimento crescente na cena eletrônica. A busca por experiências mais completas, que ultrapassam a lógica de line-up e se aproximam de vivências sensoriais e territoriais.
Em vez de apenas assistir, o público é convidado a atravessar o evento. A pista deixa de ser o único destino e passa a ser apenas uma das camadas de uma experiência maior.
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