Em pouco mais de um ano, o projeto de Pithman deixou de ser uma aposta local para ganhar tração internacional, impulsionado por decisões estratégicas, consistência criativa e uma virada de mentalidade.
O DJ e produtor catarinense vive hoje o momento mais sólido de sua carreira, com lançamentos relevantes, suporte de nomes de peso e presença em palcos de destaque dentro e fora do Brasil.
No início de 2024, o cenário era outro. Sem agência, sem agenda de shows estruturada e ainda buscando espaço, Pithman decidiu criar seu próprio caminho. A resposta veio na forma de uma festa autoral, pensada como vitrine para seus sets e identidade musical.
A iniciativa funcionou como um ponto de virada. Ao longo do mesmo ano, o projeto ganhou managers, assinou com agência e passou a receber suporte de nomes como David Guetta, além de marcar presença no ADE, na Holanda, um dos principais encontros globais da música eletrônica.
A evolução seguiu acelerada em 2025. Pithman passou a integrar line-ups de grandes clubes e eventos, como Laroc Club, Allianz Parque e Folk Valley, além de iniciar turnês internacionais com passagens por Chile e Holanda.
Sua discografia também ganhou força com lançamentos por gravadoras relevantes como Revealed Recordings, de Hardwell, e Parade Records, ligada ao Dubdogz. O projeto ainda conquistou espaço em rádios e plataformas globais, com destaque no Slam! FM Mixday, e entrou no top newcomers no 1001 tracklist ao lado de artistas como Alok.
Paralelamente aos palcos, a construção de comunidade e identidade também se fortaleceu. Sua festa autoral cresceu e ganhou formatos inusitados, ocupando espaços como restaurantes e até lavanderias, transformando ambientes cotidianos em experiências imersivas de música eletrônica. Uma proposta que reforça a ideia de proximidade com o público e autenticidade artística.
Seu último lançamento, “Can’t Stop”, saiu pela Gemstone Records, gravadora de Hardwell, onde Pithman já acumula 11 releases. A track representa mais do que um novo single. É um marco de transição. Com influências de house com elementos tribais e afro, a música aposta em uma atmosfera leve, pensada tanto para pistas quanto para momentos de contemplação, como um pôr do sol. Uma sonoridade que dialoga com tendências globais, mas mantém assinatura própria.
O lançamento já chamou atenção de nomes relevantes da cena e foi baixada por Joris Voorn, Nic Fanciulli, Richie Hawtin, Judge Jules, Amine Edge, Mark Knight, Sam Collins, Tim Baresko e Swanky Tunes, o que reforça o prestígio internacional do projeto. A faixa também foi tocada recentemente no Café Mambo Podcast, em Ibiza, um dos espaços mais simbólicos da cultura eletrônica mundial.
Curiosamente, a mudança de fase não veio apenas da música. Um episódio pessoal teve papel decisivo. Ao precisar abandonar o visual descolorido, que era uma de suas marcas registradas, Pithman passou por um processo de reflexão sobre identidade. A partir disso, redirecionou o foco para aquilo que considera essencial. A música.
Essa mudança de perspectiva define o próximo capítulo. O artista deixa claro que quer inverter a lógica. Menos imagem, mais som. Mais essência, menos construção superficial. Para 2026, o planejamento inclui uma sequência robusta de lançamentos, com mais de dez faixas previstas ao longo do ano, consolidando uma nova fase criativa e estratégica.
Pithman avança agora com uma base mais sólida, reconhecimento crescente e um direcionamento claro. De um projeto independente construído na insistência, passa a se posicionar como um nome em expansão dentro da cena, guiado por uma ideia simples, mas poderosa. A música como centro de tudo.







