Ocupar a cabine ao lado de Vintage Culture para um set de sete horas ininterruptas não é um feito para iniciantes. O recente final de semana vivido por Kevin Brauer, em Escarpas do Lago (MG) e Sorocaba (SP), no início de abril, foi a validação de uma trajetória que já vem de muito tempo entre pistas e estúdios, já que ele carrega uma bagagem de quem produz música há 20 anos.
Essa longevidade permitiu que a conexão com Lukas Ruiz acontecesse de forma orgânica, começando em um jantar casual quando ambos estavam em Orlando para uma sessão de estúdio.
Em Escarpas do Lago, a dupla conduziu o público da meia-noite até o amanhecer, explorando uma narrativa que caminhou do house ao techno com fluidez. Já em Sorocaba, após o B2B, Kevin assumiu a responsabilidade de encerrar o evento sozinho, mantendo a pista engajada até o último minuto — um teste de fogo para qualquer DJ após horas de festa.
Identidade, longevidade, evolução e profundidade
Para entender o projeto Kevin Brauer hoje, é preciso olhar para trás. São mais de duas décadas produzindo, uma trajetória que atravessou mudanças drásticas e moldou sua identidade.
Hoje tenho muita clareza sobre o tipo de som que quero criar e sobre a experiência que quero proporcionar. Minha música é pensada para gerar conexão real com a pista, não apenas reação imediata”, explica o artista.
Seu som atual é focado em pista: poderoso e groovado, mas sem abrir mão da profundidade. Kevin busca o equilíbrio entre ler o que o público precisa e saber quando deve conduzir a narrativa musical. Artisticamente, se posiciona de forma a fugir de rótulos limitantes ou comparações diretas.
Reforçando que suas influências bebem tanto de nomes como Solomun quanto da estética atemporal do Depeche Mode, Kevin afirma:
Quero que meu nome esteja associado a consistência e profundidade artística. Procuro me afastar de classificações fechadas; meu trabalho busca uma identidade própria”.
Para Kevin, cada lançamento e cada set é um pilar na construção de algo maior:
Muitas vezes as pessoas veem apenas o momento atual, mas existe um trabalho de décadas por trás disso. Vejo meu papel como alguém que contribui com consistência e uma visão artística sólida para a cena”.
Com o pé no acelerador e a mente no estúdio, o horizonte para 2026 já está desenhado com movimentos estratégicos. Além de uma temporada em Ibiza em junho e o foco no verão europeu, o artista trabalha em um EP colaborativo com Vintage Culture.
O projeto promete um som de pista potente e traz uma colaboração com uma rapper britânica-jamaicana, injetando uma energia fresca e intensa nas produções.
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