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Quem é JONZ? Produtor paulistano chega ao Top 1 do Beatport Hype e vive ascensão no Progressive House

Quem é JONZ? Produtor paulistano chega ao Top 1 do Beatport Hype e vive ascensão no Progressive House

Algumas experiências na pista terminam quando as luzes se acendem. Outras continuam reverberando e acabam mudando o rumo de quem estava diante das caixas de som. Para João Vitor Macedo, artisticamente conhecido como JONZ, um set de Guy J no Warung foi justamente um desses momentos.

Nascido e criado em São Paulo, o DJ e produtor começou sua relação profissional com a música eletrônica durante a pandemia. Apesar de já frequentar festas mesmo jovem, foi nesse período que a ideia de assumir os decks ganhou forma e, pouco depois, evoluiu também para a produção musical.

No início, JONZ transitou por sonoridades como Tech House, Peak Time Techno e Melodic Techno. A identidade que buscava, porém, apareceu de maneira mais clara há cerca de um ano atrás, quando o contato com o Progressive House ganhou outra dimensão após assistir à apresentação de Guy J.

Desde então, o gênero se tornou o principal território criativo de seu projeto, hoje construído entre o Progressive House e o Organic House. Em suas produções, JONZ busca equilibrar groove, atmosferas e elementos hipnóticos, desenvolvendo faixas que avançam gradualmente e priorizam a imersão do ouvinte.

Entre suas principais referências estão nomes como Guy J, Hernan Cattaneo, Mike Rish, Maze 28, André Moret, Tonaco, Ezequiel Arias e Simon Vuarambon, artistas que ajudam a revelar também a direção musical que o produtor pretende aprofundar nos próximos capítulos da carreira.

“Ethereal” traduz essa nova fase

Essa identidade aparece no EP “Ethereal”, lançado pela gravadora brasileira Mind Connector. Formado pelas faixas “Ethereal” e “Eventide”, o trabalho foi desenvolvido a partir da intenção de criar uma experiência rítmica e atmosférica, sustentada por melodias hipnóticas e repetitivas.

Mais do que buscar grandes rupturas, as duas produções trabalham a construção progressiva de tensão e movimento. Camadas se acumulam e se transformam ao longo das faixas, fazendo da repetição uma ferramenta de imersão e criando uma narrativa que convida o ouvinte a permanecer dentro daquele universo sonoro.

“Ethereal” também representa a estreia de JONZ pela Mind Connector. Segundo o artista, a diversidade e a curadoria do selo brasileiro foram justamente alguns dos fatores que despertaram seu interesse em apresentar o projeto à gravadora. A proposta foi levar ao catálogo um trabalho capaz de dialogar com sua identidade sem simplesmente repetir fórmulas já estabelecidas.

Próximos passos de JONZ

O EP chega em um período especialmente produtivo para JONZ. Em setembro, o artista completa cinco lançamentos, reflexo de uma fase concentrada tanto na construção de catálogo quanto na consolidação de sua assinatura dentro do Progressive House.

Esse movimento já começou a apresentar resultados. No dia 11 de setembro, JONZ alcançou o primeiro lugar no Hype Top 100 Progressive House e a décima posição no Top 100 Progressive House do Beatport, colocando seu trabalho entre os destaques recentes do gênero na plataforma.

A agenda de lançamentos, no entanto, está longe de terminar. No dia 21 de setembro, o produtor apresenta um novo EP de três faixas pela South America Avenue. Também estão previstos um remix ainda não anunciado oficialmente e duas tracks pela Terasonic Records.

Em outubro, JONZ terá ainda um lançamento pela Eternium Records, acompanhado por um remix de D Mayer. Para novembro, a previsão é de outro EP, desta vez pela Future Avenue,no dia 29 de outubro.

Além das produções autorais, o artista prepara a publicação no YouTube e SoundCloud de um set gravado no Magnolia Bar durante a última edição do showcase da The Frequency.

Se a descoberta do Progressive House começou com uma experiência marcante na pista, JONZ agora começa a construir o caminho inverso: transformar suas próprias referências em música e, aos poucos, criar experiências capazes de chegar a outras pistas. Em uma fase marcada por volume de lançamentos, novas labels e resultados no Beatport, o produtor paulistano dá os primeiros passos para transformar essa identidade sonora em uma assinatura reconhecível.