Beni Di vem construindo sua identidade não apenas como DJ, mas também como curador musical, fazendo da pesquisa, da seleção de repertório e da construção de atmosferas os principais pilares de seu trabalho.
A House Music é o ponto de partida dessa trajetória. Influenciado por nomes como Daft Punk, Beni Di encontrou no gênero a combinação entre groove, elegância e energia que passou a definir sua assinatura sonora.
Seu repertório percorre diferentes vertentes, como Disco Music, French Touch, Nu-Disco, Funky House e Indie Dance, sempre com a proposta de criar uma experiência que conecta pista e emoção.
Grande parte dessa identidade também nasce de uma referência clássica da cultura clubber. O Studio 54, lendário clube de Nova York que revolucionou a vida noturna no fim dos anos 1970, ocupa um lugar central em sua construção artística. Mais do que um espaço de festas, o local simbolizou liberdade, expressão e uma nova forma de viver a música. É justamente essa atmosfera que Beni Di procura transportar para seus sets, valorizando a pista como um ambiente de conexão coletiva.
Essa influência se materializa em uma de suas principais playlists, inspirada na era do Studio 54. A seleção reúne clássicos e referências contemporâneas que transitam entre Disco, French Touch, Nu-Disco, Funky House e Indie Dance, traduzindo para o ambiente digital a estética que norteia seu trabalho como DJ.
A curadoria também aparece em outras propostas. A Brunch Playlist foi criada para acompanhar momentos diurnos, reunindo faixas que combinam House Music sofisticada com a atmosfera descontraída de encontros ao ar livre.
Já a Groovin’ Beats by Beni Di explora linhas de baixo marcantes, ritmos funky e grooves pensados para envolver o público desde os primeiros minutos, refletindo uma das características mais presentes em suas apresentações.
Se as playlists revelam sua pesquisa musical, os DJ sets funcionam como sua extensão natural. Em vez de construir apresentações baseadas apenas em lançamentos ou músicas virais, Beni Di aposta em storytelling, progressão e dinâmica para desenvolver performances que transitam entre Disco, House e Indie Dance. Cada transição faz parte de uma narrativa maior, onde elegância e energia caminham lado a lado.
Essa abordagem reforça o papel da curadoria em um momento em que a descoberta musical acontece, muitas vezes, por meio de recomendações automáticas. Ao selecionar repertórios com contexto, referências e intenção, Beni Di demonstra que a figura do curador continua relevante para apresentar novos artistas, resgatar clássicos e criar experiências que ultrapassam a cabine do DJ.
Mais do que tocar música, Beni Di constrói atmosferas. Suas playlists e sets revelam uma identidade que conecta diferentes gerações da House Music, mostrando que uma boa seleção continua sendo uma das formas mais autênticas de contar histórias através da música.


