Entre o mar, as dunas e um céu que parece não ter fim, o DUNA realizou uma edição histórica de seu Réveillon imersivo nos Lençóis Maranhenses, redefinindo o significado de celebrar a virada do ano. Mais do que um evento, o projeto se consolidou como uma jornada sensorial e humana de sete dias, onde música, natureza, bem-estar, arte e espiritualidade caminharam lado a lado.
Realizado entre 26 de dezembro e 1º de janeiro, no vilarejo do Arpoador, em Tutóia, no Maranhão, o DUNA propôs uma experiência que fugiu deliberadamente do formato tradicional de festival. Em vez de grandes multidões e excesso de estímulos, o encontro apostou em público reduzido, curadoria artística cuidadosa e uma profunda integração com o território. Cada dia funcionou como um capítulo de um ritual coletivo de passagem, convidando os participantes a desacelerar, escutar e se reconectar.
A Villa Cocar foi o ponto de partida dessa travessia. O espaço funcionou como base e portal da experiência, acolhendo práticas de wellness, sound healing, yoga, encontros artísticos e celebrações musicais ao longo dos dias 26, 27, 29 e 30 de dezembro. As atividades dialogaram diretamente com a paisagem e com a cultura local, criando uma sensação de pertencimento que ia além do turismo e se aproximava de uma vivência compartilhada.



No dia 28 de dezembro, o DUNA ganhou novos horizontes. Os participantes embarcaram em barcos que cruzaram o Delta do Parnaíba, um dos maiores deltas em mar aberto do mundo, até chegar à Ilha Coroatá, conhecida como Ilha do Cajueiro. Cercada por cajueiros gigantes e natureza exuberante, a ilha se transformou no cenário da primeira grande celebração do projeto.
O destaque do dia foi Lemurian, que conduziu um set de mais de quatro horas, criando uma travessia musical hipnótica, acompanhada por NAZA, Jordi Iven, Yantra e Frediano. A música, ali, parecia seguir o ritmo da maré e do vento, dissolvendo a noção de tempo.
No dia seguinte, o DUNA revelou um de seus pilares mais sensíveis. Em parceria com a comunidade do Arpoador, foi realizada uma ação social de cinema a céu aberto. Para muitos moradores, aquela foi a primeira experiência assistindo a um filme em formato de cinema.
Com pipoca, suco e cadeiras improvisadas, a noite se transformou em um encontro simples e profundamente simbólico, reforçando o compromisso do projeto com as pessoas que acolheram o evento. Após a sessão, visitantes e moradores compartilharam a mesma pista na Villa Cocar, unidos pelo som e pela convivência.

O dia 30 de dezembro trouxe um dos momentos mais conceituais da programação. Práticas de wellness prepararam corpo e mente para a Cerimônia do Cacau, guiada por Carolina Cor, que conduziu um ritual de escuta, presença e conexão.
À noite, a Mush Dance apresentou uma proposta radicalmente diferente do imaginário tradicional de festa. Sem álcool, a celebração colocou a consciência, o movimento e a música no centro da experiência, convidando o público a dançar em outro estado de presença.
O ápice da jornada aconteceu no dia 31 de dezembro. O DUNA levou seu público aos Pequenos Lençóis Maranhenses, um dos cenários mais impressionantes do país. Após um jantar de confraternização, todos seguiram para o meio das dunas, onde a virada do ano aconteceu cercada por areia, céu estrelado e silêncio natural.
A trilha sonora, assinada por Newman, Jordi Iven, Yantra b2b Ahsenag b2b Dju, NAZA, Frediano e Carolina Cor b2b Boho, transformou a pista montada entre as dunas em um verdadeiro ritual coletivo. Música, paisagem e emoção se fundiram em uma experiência impossível de ser reproduzida em qualquer outro contexto.


No dia 1º de janeiro, o encerramento veio com os pés no mar. Um sunset na Praia do Amor reuniu música, despedidas e afeto, fechando o ciclo da experiência de forma leve e contemplativa.
Ao integrar comunidade local, natureza e propósito, o DUNA reafirma seu posicionamento como um novo modelo de celebração de Ano Novo no Brasil. Um experimento onde o luxo não está no excesso, mas na presença, no tempo compartilhado e na profundidade das vivências.







