entrevista dj akuri
Na foto: Akuri via divulgação

“Eu tentava imaginar como era ser DJ”, por Eduardo Akuri

Comecei meu sonho de trabalhar na cena eletrônica em 2015, mas, naquela época, eu só tocava em algumas festas da minha cidade ou encontros de amigos. Em 2017, comecei a estudar mais, a descobrir mais a fundo sobre o universo da produção musical e, desde então, nunca mais parei de estudar. Não existe outro caminho para que alguém consiga ficar bom em algo que ama fazer. 

Meu nome é Eduardo Akuri Filho, sou de Marilia, uma cidade interiorana de São Paulo, e tenho 28 anos. Com minha música, tenho um propósito de fazer realizar um sonho de jovem: um devaneio que eu tinha, quando estava em alguma festa e via aquela pessoa (DJ) que centralizava o momento, que comandava todas as brisas que a galera sentia e eu só olhava para tentar entender como era ser assim, ter esse privilégio. Anos depois, consigo viver essa história pra valer, na pele. Ainda curta, mas já muito intensa. 

Eu produzo minhas músicas sempre buscando algumas referências internacionais, grandes produtores da cena de Tech House da Europa, por exemplo. Para mim, é difícil citar os nomes dessas referências, porque eu nunca me baseio em um só artista ou em um grupo de artistas, gosto de pegar diferentes referências e tirar dessa experiência de espectador o que eu achar de mais relevante em cada um e aproveitar esse mix para construir minha sonoridade, que é  um som com groove e com algum timbre marcante bem viajado. 

E depois dos problemas clássicos de todo iniciante buscando uma chance, veio outra fase problemática. Quando eu comecei a ter bastante música pronta, veio a missão –complexa- de fazer lançamento por gravadoras sérias. E foi aí que eu percebi que grande parte das gravadoras de renome, às vezes, não davam respostas ou nem mesmo visualizavam o trabalho. O que gerava, pra nós, uma frustração e certo desapontamento para continuar produzindo, continuar trabalhando. 

Nessa mesma época, conversando com um grande amigo meu, e que hoje é meu sócio na gravadora, o Mallada, percebemos que esse problema não era só nosso e que muitos bons produtores também estavam passando pela mesma situação. Foi aí que surgiu a ideia de começarmos a LowFreQ Records.

Decidimos abrir a gravadora com a ideia de dar a atenção merecida aos artistas que precisavam de um espaço, e também lançar músicas boas, independente de quem as tenha feito. Desde então, temos conquistado cada vez mais espaço e parceiros dentro da indústria da música eletrônica. Nós fazemos lançamentos mais para a linha de Tech House.

Foi assim que a história de um menino que tinha uma curiosidade, um sonho, foi se emoldurando até a realidade de um profissional da área, que agora pode repartir suas experiências com gente que pode estar passando pelo mesmo, pelas mesmas dúvidas e desejos. A música tem poder de construir a realidade em forma de beat, em forma de emoção e em forma de música. A nossa música.

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Esse relato de Eduardo Akuri foi escrito por João Gabriel Falcade.

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