gold skin dj this town entrevista
Na foto: Gold Skin via divulgação

[PREMIERE] Com influências de Future Bass, Gold Skin lança ‘This Town’ pela Vibez Sounds

Fã de Skrillex e Flume, Bruno é dessas pessoas que se permitiu pensar fora da caixa, que buscou fazer o que ninguém ainda fazia ou aquilo que não era o padrão. Bruno é a parcela de exceção na busca pelo sonho, é quem ignora os caminhos para criar o seu, para escrever sua história à sua maneira.

Aos 20 anos, o paulista, com seu som e suas crenças, é a estrela desse #PremiereVibez. Apaixonado por música eletrônica, ele lembrou que seu interesse surgiu ainda em 2012.

Foi escutando muito Dimitri Vegas & Like Mike, Avicii e outros Big Room da época. Aprendi a tocar um pouco depois, com um amigo, tocávamos juntos em algumas festas da escola. Depois, conheci a cena brasileira com o som do Vintage, Cat Dealers, Zerb, Illusionize, Jord, entre tantos”.

Ele lembra que o trajeto de aprendizagem teve percalços e o desejo de desistir.

Nesse meio tempo, fiz um curso online e produzi algumas músicas, mas elas eram horríveis, não entendia porque elas estavam tão distantes das músicas que eu escutava. Percebi, então, que não era tão simples assim, que demoraria muito tempo para eu ter algo, no mínimo, decente e logo já bateu aquele leve desespero e vontade de parar”.

Descompromissado, seguiu procurando mais sobre o assunto e foi melhorando com o passar do tempo. Ainda não tinha nenhum projeto por saber que ainda estava longe de produzir algo bom, ele diz.  Até que, no começo de 2019: 

Criei um pouco de coragem e resolvi me testar. Montei esse projeto e comecei a lançar algumas coisinhas, ainda bem influenciado pelo que estavam fazendo no Brasil”.

Crente de seguir o caminho que sempre sonhou, Bruno assegura que os padrões não o encantavam mais. 

Nos últimos tempos, busquei me desapegar de todos os paradigmas e regras que um dia aprendi, buscando produzir o que eu realmente gosto e acredito. Estou muito feliz com minhas últimas músicas e acho que estou chegando num nível que nunca imaginei que chegaria, sabendo que ainda tenho muito a aprender”. 

Ao falar de suas influências para que avançasse no processo de entendimento  próprio e seu trabalho, ele comenta que:

Depois de um tempo, comecei a escutar outras coisas e hoje posso dizer que minhas principais influências são Avicii, The Black Keys, What So Not, Billie Eilish & Finneas, Charlie Puth e, principalmente, Flume e Skrillex. Todos eles se expressam de uma maneira única, com muita musicalidade”.

Dedicado a esses artistas e suas obras, Bruno explica de onde surgiu e por que os têm com tanto carinho. 

Poucos têm mão para música como o Avicii tinha, o que ele tocava virava ouro e ele sempre tinha mais para mostrar dentro do mundo dele. Charlie Puth e Finneas são caras extremamente talentosos e nerds da música, é impressionante como eles se relacionam com música e como isso corre no sangue deles. What So Not consegue trazer vida para música de um jeito muito particular e comecei a me interessar mais por ele nos últimos tempos. Flume e Skrillex são completos gênios. Acho que eu nunca seria capaz de colocar em palavras o quanto eles me inspiram e o quanto eu os admiro”.

A vida o levou, então, até ‘This Town’, a mais recente, e querida, obra. E o surgimento dela foi um tanto quanto inesperado. 

Essa música acredite se quiser, eu comecei na aula. Comecei pelo refrão, fiz primeiro os acordes junto com o timbre, aí adicionei o hook e a bateria, bem simples. Fiquei com esse pedacinho um tempo, sem conseguir dar continuidade. Depois, encontrei esse vocal que gostei muito e logo comecei a rascunhar alguma coisa com ele. Curiosamente, o vocal e o refrão que eu tinha feito estavam no mesmo tom e, sem querer, escrevi exatamente os mesmos acordes do refrão para o vocal. Quando me dei conta, pensei “será que se eu juntar os dois dá certo?”, e deu!”

Foi conexão ao primeiro toque, mas não bastou. Desgastado, Bruno sofreu e precisou de um empurrãozinho para não deixa-la de lado. 

Ainda assim, não consegui terminar e dei uma desanimada, comecei achar a ideia fraca e deixei um pouco de lado. Mostrei para um amigo a ideia por um acaso e ele disse “está doido? Isso aqui tá muito bom, termina!”. Acho que esse momento foi muito importante para eu não desistir dela e terminar”.

Depois de muito tempo quebrando a cabeça e depois de várias versões da música, Bruno lembra que chegou a um resultado que gostou muito e fez disso um aprendizado. 

Aprendi que nunca mais vou enrolar tanto para terminar uma música. Um professor meu, uma vez, disse que música é como uma pintura, normalmente a primeira ideia que você joga lá, sem pensar muito, é a melhor. E nessa música descobri que isso é muito verdade, a ideia original era a melhor”. 

Já com ‘This Town pronta, nosso entrevistado analisou como imagina que a track seja interpretada e também falou do apoio que tem recebido. 

Acho que o que eu faço não é muito “pista”. Compartilhei com amigos, para eles escutarem em casa, com fone e calma.  Nunca tinha recebido tanto carinho e mensagem legal, é muito doido ver que aquelas ideias malucas que você tem sozinho se concretizam e causam alguma reação e emoção nas pessoas”.

Emoção essa que Bruno alcançou através de um som novo, diferente do que se faz no país e essa insurgência fez com que ele pensasse na cena nacional e em como isso pode impactar o mercado. 

Na minha visão, estamos mal acostumados em consumir mais do mesmo aqui no Brasil e senti que temos espaço sim para sons diferentes, só precisamos encorajar os novos artistas a produzir o diferente e explorar isso”.

E muito dessa falta de coragem dos mais novos deriva de um déficit de ensino musical. 

No sentido de produção musical, foi muito difícil sair de uma pequena caixinha de possibilidades, que infelizmente é o que é ensinado e o que temos hoje aqui no Brasil, para tentar criar literalmente qualquer coisa, qualquer gênero, qualquer BPM, qualquer timbre. Estou mais feliz do que nunca com o que estou produzindo e procuro ignorar qualquer regra ou paradigma que já tive contato um dia”.

Exceção, Bruno, então, celebra que conseguiu passar pela vala comum e deixa um recado. 

Para mim, a riqueza de um artista não está no timbre ou sample que ele sempre usa na musica, pois vão reconhecer ele por aquilo, ou o quão bom ele é no gênero que ele produz, mas sim na genuinidade da visão que ele transmite. Flume e Skrillex, por exemplo, me norteiam hoje, mas espero continuar com novas descobertas, novas ideias diferentes e novos aprendizados sempre”.

Você já conhece o trabalho dele? Bora ouvir ‘This Town’? Venha fazer vibez ao som desse jovem super talentoso e com muita bagagem para dividir com a música e com todos nós. Escolha sua plataforma favorita aqui!

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