WikiVibez Gui Boratto produtor musical pioneiro em solo brasileiro
Na foto: Gui Boratto via facebook

#WikiVibez: Gui Boratto, produtor musical pioneiro em solo brasileiro

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Nesta edição do #WikiVibez, conheça mais a trajetória do veterano Guilherme Boratto, mais conhecido como Gui Boratto, produtor reconhecido mundialmente por seu enorme entendimento musical e qualidade sonora.

Guilherme nasceu em 3 de janeiro de 1974, na capital paulista, numa família com entranhas musicais: um avô maestro e uma mãe pianista, além de tios também envolvidos nesse universo. Logo cedo, aos 8 anos de idade, o pequeno Gui já dava seus primeiros passos estudando e praticando o piano e a guitarra, quando desenvolvia seu grande amor pelo Rock – influência em sua música até hoje, junto a Bossa Nova e ao Tango. 

O estopim para sua entrada no mundo eletrônico veio 6 anos depois, aos 14, quando ganhou um sequenciador, equipamento que, conectado a um sintetizador, permite a criação de linhas melódicas com notas pré-definidas.

Desde então, Gui dedicou tempo à produção e, no começo dos anos 90, começou a trabalhar como produtor musical (para bandas e artistas), engenheiro de som e multi-instrumentalista. 

Produzindo junto a grandes labels e artistas, sua qualidade e a carreira bem sucedida por trás das músicas o levou a produzir e lançar suas próprias composições, no começo dos anos 2000, enquanto trabalhava com uma banda brasileira, chamada Kaleidoscopio. A experiência e qualidade o colocaram desde o início apto a lançar músicas em gravadoras referências em suas áreas, como a Audiomatique, Plastic City e Circle. 

Era chegado o ano de 2007 e Boratto já havia lançado seu primeiro álbum: “Chromophobia”, pela alemã Kompakt, gravadora na qual Guilherme já havia trabalhado com um lançamento anterior: o single “Arquipélago” – de enorme destaque dentre os releases da gravadora. 

O sucesso da “Arquipélago” aproximou Gui de um dos donos, que o convidou para lançar em seu selo após ouvir um CD de demo do produtor, enviado por ele. Posteriormente, mais 6 LPs seriam lançados juntos por lá.

Em suas apresentações mundo afora, Gui Boratto leva a seus fãs e admiradores algo muito diferente do habitual. Acontece que em suas GIGs ele não toca em CDJs ou em equipamentos em estilo toca-disco. 

Gui sempre opta por utilizar equipamentos analógicos de construção, numa interface diferente e mais complexa. Sua performance ao vivo também o leva aos mais diversos cantos do planeta, e certamente o coloca dentre os produtores que mais exportam música eletrônica de solo nacional. 

Em seu olhar mais atento para o Brasil, Gui fundou sua gravadora, em acordo com a Kompact, que distribui os sons lançados pela D.O.C Records: casa de nomes como L_CIO, Junior_C e os Elekfantz.

A linha sonora da sub-label vai pelo princípio de Gui sobre ‘bom gosto e mau gosto’, ele não dá muito valor a gêneros, estilos em músicas, nem gosta de definir seu estilo como unicamente House, Trance e Techno, mas acredita na boa música: “Quero lançar músicas bonitas. A boa música é unânime, vamos ter uma abordagem diferente”.

Além de suas produções autorais, Gui coleciona remixes de alto nível, de produções nacionais a internacionais, chegando até em sucessos do Rock. Exemplos não faltam, porém não podemos deixar de citar releituras para obras de nomes como Moby – em “Pale Horses”, Massive Attack – na faixa “Paradise Circus”, e Pet Shop Boys – em “Love etc.”. 

Em produções essencialmente eletrônicas, Gui já deu seu toque a mais em tracks de Wankelmut – em “My Head Is a Jungle”, Ben Böhmer com Monolink – em “Black Hole”, e Fritz Kalkbrenner – na música “Void”. O produtor também dá sua roupagem em tracks que saem pela D.O.C Records – podemos destacar o remix para a Elekfantz em “She Knows” e outro para o jovem e promissor produtor Coppola, em “Kings & Queens”.

Após anos e anos com maior intensidade, longas turnês, e consequentemente menos descanso, Gui Boratto tem mais tempo para passar com sua esposa e filha, mas está longe de ter parado. Em 7 de agosto do último ano, em seu último lançamento, Guilherme trouxe seu último álbum: “Backstage” – juntando tracks já conhecidas, como a tranquila “Azurra”, a novas composições, como “Wake Up”, “Beksy’s” e “Endless Holidays”. Com tantos anos de experiência e muitas músicas disponíveis, vale a pena ouvir mais do gigante Guilherme Boratto!

E aí? Curtiu conhecer um pouco da história do Gui? Então compartilhe essas vibez e deixe seu comentário!