Em um momento em que a música eletrônica brasileira vive constante expansão, a volta da Klandestine a São Paulo surge como um reencontro entre passado e futuro da cena. A marca, conhecida por unir curadoria ousada e espaços simbólicos, retorna com uma edição que reafirma sua vocação para conectar artistas consagrados e novos nomes sob a mesma atmosfera.
Mais do que uma festa, o evento se apresenta como um manifesto sobre diversidade sonora, identidade e pertencimento, transformando a pista em território de descoberta coletiva.
A primeira edição de 2026
No dia 14 de março, São Paulo recebe o retorno de uma das marcas mais inquietas da cena eletrônica nacional. A festa Klandestine ocupa a Fabriketa com um line-up que atravessa diferentes vertentes do house e do tech house. Entre os destaques estão Tiga, Acraze, Richy Ahmed em B2B com Reelow, além de Waff, Abbud x Lu.cian, Rocksted, Sterium e 8lm.
A proposta da noite é transformar a pista em um território comum entre nomes consolidados e artistas em ascensão. Cada set funciona como um capítulo da mesma narrativa sonora, em que estilos se encontram e o público percorre uma viagem contínua entre referências globais e identidade local.
A história da label
A trajetória da Klandestine nasce do encontro entre inquietação e visão artística. Criada por FractaLL (Lu.Cian) e Rocksted, a marca surgiu com o objetivo de abrir espaço para sonoridades fora do óbvio, funcionando como uma plataforma para novas identidades musicais.
O primeiro grande marco aconteceu em um cenário improvável, o Campo de Marte, durante a Copa do Mundo. Ali, a festa mostrou que podia ocupar espaços simbólicos e ressignificá-los por meio da música. Em seguida, passou por clubs que ajudaram a moldar a noite eletrônica brasileira, como D-Edge, Anzu Club e The Week, além de edições especiais em grandes estruturas como o Sambódromo do Anhembi.
Em 2019, a Klandestine realizou sua primeira festa solo no Espaço Modular, reunindo mais de duas mil pessoas e artistas internacionais como Billy Kenny e Clyde P. O evento simbolizou um ponto de maturidade da marca, que deixou de ser apenas um projeto de festas para se consolidar como polo criativo dentro da cena eletrônica.
A gravadora e o papel na cena
Além das pistas, a Klandestine também atua como gravadora, desempenhando um papel fundamental na educação e no desenvolvimento da cena musical. A label permite que artistas emergentes tenham acesso a recursos, estrutura e suporte para produzir e divulgar suas músicas, criando um ambiente fértil para o surgimento de novas tendências.
Mais do que lançar faixas, a gravadora funciona como um espaço de formação estética e profissional. Ao estimular identidades próprias e valorizar propostas diferentes do padrão dominante, contribui diretamente para o crescimento dos artistas e para o fortalecimento da indústria como um todo. Nesse sentido, a Klandestine não apenas organiza eventos, mas ajuda a moldar o futuro da música eletrônica brasileira.
Ao ocupar novamente a Fabriketa, a Klandestine consolida sua proposta de ser ponte entre gerações e estilos da música eletrônica. A edição promete traduzir essa trajetória em experiência sensorial, reunindo público, artistas e história em uma mesma noite.
Serviço
Evento: Klandestine
Data: 14 de março
Local: Fabriketa, São Paulo
Line-up: Tiga, Acraze, Richy Ahmed x Reelow, Waff, Abbud x Lu.cian, Rocksted, Sterium e 8lm
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