A Cercle construiu, ao longo da última década, uma identidade muito própria dentro da música eletrônica.
Mais do que uma label ou plataforma de mídia, o projeto se tornou referência global pela forma como conecta som, arquitetura, paisagem e narrativa audiovisual. Em 2026, essa proposta ganha mais uma vez forma física com o retorno do Cercle Festival, marcado para os dias 22, 23 e 24 de maio, em Paris.
O festival acontece novamente no Musée de l’Air et de l’Espace, localizado em Le Bourget, nos arredores da capital francesa. O espaço, que abriga algumas das aeronaves mais emblemáticas da história da aviação, é transformado em um complexo de palcos ao ar livre, ocupando pistas, hangares e áreas abertas do museu.
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Ao longo de três dias, o Cercle Festival reúne mais de 40 artistas internacionais, distribuídos em três palcos distintos, cada um pensado em diálogo direto com o ambiente ao redor. O público circula entre estruturas montadas sob ícones como o Concorde, o Airbus A380 e o foguete Ariane, criando uma experiência onde o espaço não é apenas cenário, mas parte ativa da vivência do evento.
A curadoria musical segue a linha que consagrou o projeto mundialmente: um recorte amplo, porém coeso, que transita entre techno, house e melodic techno, sempre com atenção ao contexto, ao horário dos sets e à atmosfera de cada palco.
No line-up de 2026, nomes de peso dividem espaço com propostas mais conceituais. Entre os destaques estão Eric Prydz, conhecido por seus fechamentos impactantes, e Kerri Chandler, um dos pilares do house global. O festival também conta com artistas que representam a força atual da cena eletrônica, como ARTBAT, Ben Böhmer, Anfisa Letyago e Lane 8.
Alguns encontros chamam a atenção pelo caráter especial, como Âme em b2b com Sama’ Abdulhadi, além do Röyksopp em formato DJ set. A programação reforça a ideia de equilíbrio entre artistas consagrados e propostas que dialogam com o futuro da música eletrônica.
O Cercle Festival já passou por locais históricos como o Château de Chambord, em 2019, e retornou ao Museu da Aviação em edições recentes, consolidando o formato como um dos mais singulares do circuito europeu. O diferencial segue sendo a atenção ao detalhe: desde a escolha do local até a forma como cada apresentação se encaixa no espaço e no momento do dia.
Mais do que um festival tradicional, o Cercle propõe uma experiência onde música, patrimônio histórico e estética caminham juntos. Em 2026, Paris volta a ser o ponto de encontro para um público internacional que busca não apenas grandes nomes, mas contexto, identidade e uma relação mais profunda com a música eletrônica.
A Eletro Vibez estará presente em Paris para acompanhar de perto esta edição e trazer a cobertura completa do festival.







