Uma cena musical se desenvolve também nas decisões que acontecem antes de uma faixa chegar ao público. Escolher um repertório, acompanhar um artista e construir uma parceria entre selos são trabalhos que influenciam o que será ouvido nas pistas. Orlando participou desse processo em diferentes momentos da música eletrônica brasileira. Em 2026, sua trajetória ganha outra expressão com Sonnero, projeto no qual a experiência de trabalhar com outros artistas passa a conviver com as escolhas de seu próprio repertório.
Essa relação com a formação de talentos tem um capítulo importante na Austro Music, selo da Som Livre lançado no final de 2016. Orlando assumiu o A&R em janeiro de 2017 e trabalhou no desenvolvimento do cast, participando da construção de caminhos para Bhaskar, Mojjo, Samhara e Ralk. Sua contribuição esteve ligada à estrutura que permite transformar produções em lançamentos e lançamentos em etapas de uma carreira.
O período também incluiu a curadoria das últimas edições do Summer Eletrohits. A compilação acompanhou o acesso de muitos ouvintes à música eletrônica e deixou de existir no contexto da passagem do mercado físico para o digital. Trabalhar com esse repertório colocou Orlando em contato com uma mudança de hábitos: a seleção que antes chegava em um produto fechado passava a disputar atenção em um ambiente de acesso contínuo.

Na Austro, a aproximação com Armada, Found Frequencies e STMPD ajudou a construir relações entre a estrutura brasileira e labels estrangeiras. Entre os lançamentos relevantes daquela etapa estão o remix de Bhaskar para “Infinito Particular”, de Silva, “Abraço Forte”, de Bhaskar e Hungria Hip Hop, e “Manhã de Sol”, de Bhaskar e 3030. O encontro com vozes de outros universos musicais também abria possibilidades para a circulação da eletrônica produzida no Brasil.
Na Controversia, Orlando passou a atuar em contratos envolvendo Alan Walker, Steve Aoki, Yves V, Timmy Trumpet, John Martin, KSHMR, Stephan Jolk, Alan Fitzpatrick, Sofi Tukker, Argy e Adam Beyer. Segundo os dados fornecidos para este perfil, aA label alcançou 3 bilhões de streams no Spotify com dois anos de operação, já em 2021, e acumulou quase 300 lançamentos antes de se tornar Rave The World Records. São resultados de uma operação coletiva, que tem Alok como fundador, na qual Orlando atuou como Label Manager e coube a ele aproximar o repertório brasileiro de interlocutores internacionais e conduzir as negociações contratuais que viabilizaram esses lançamentos.São resultados de uma operação coletiva da qual ele participou, aproximando repertório brasileiro e interlocutores internacionais.
O catálogo reúne “Headlights”, de Alok e Alan Walker com KIDDO, “Alive”, de Alok, “Echo”, de Yves V, e “Love Again”, de Alok e Alida. Os dados públicos do Spotify registramO levantamento apresentado registra, respectivamente, 312 milhões, 145 milhões, 47 milhões e 228 milhões de streams no Spotify. Outro marco foi a indicação de “Drum Machine”, de Alok e Pickle, ao Latin Grammy de 2024. Já sob o nome Rave The World, “Keep Up”, colaboração de Alok, Argy e Adam Beyer, chegou ao primeiro lugar de Melodic House/Techno, conforme o histórico informado pela equipe.. Para um selo independente de música eletrônica criado no Brasil, a combinação de faixas com centenas de milhões de reproduções e uma indicação ao Latin Grammy coloca o catálogo em um patamar alcançado por poucas operações do gênero no país.

Na Austro, a aproximação com Armada, Found Frequencies e STMPD ajudou a construir relações entre a estrutura brasileira e labels estrangeiras. Entre os lançamentos relevantes daquela etapa estão o remix de Bhaskar para “Infinito Particular”, de Silva, “Abraço Forte”, de Bhaskar e Hungria Hip Hop, e “Manhã de Sol”, de Bhaskar e 3030. O encontro com vozes de outros universos musicais também abria possibilidades para a circulação da eletrônica produzida no Brasil.
Na Controversia, Orlando passou a atuar em contratos envolvendo Alan Walker, Steve Aoki, Yves V, Timmy Trumpet, John Martin, KSHMR, Stephan Jolk, Alan Fitzpatrick, Sofi Tukker, Argy e Adam Beyer. Segundo os dados fornecidos para este perfil, aA label alcançou 3 bilhões de streams no Spotify com dois anos de operação, já em 2021, e acumulou quase 300 lançamentos antes de se tornar Rave The World Records. São resultados de uma operação coletiva, que tem Alok como fundador, na qual Orlando atuou como Label Manager e coube a ele aproximar o repertório brasileiro de interlocutores internacionais e conduzir as negociações contratuais que viabilizaram esses lançamentos.São resultados de uma operação coletiva da qual ele participou, aproximando repertório brasileiro e interlocutores internacionais.
O catálogo reúne “Headlights”, de Alok e Alan Walker com KIDDO, “Alive”, de Alok, “Echo”, de Yves V, e “Love Again”, de Alok e Alida. Os dados públicos do Spotify registramO levantamento apresentado registra, respectivamente, 312 milhões, 145 milhões, 47 milhões e 228 milhões de streams no Spotify. Outro marco foi a indicação de “Drum Machine”, de Alok e Pickle, ao Latin Grammy de 2024. Já sob o nome Rave The World, “Keep Up”, colaboração de Alok, Argy e Adam Beyer, chegou ao primeiro lugar de Melodic House/Techno, conforme o histórico informado pela equipe.. Para um selo independente de música eletrônica criado no Brasil, a combinação de faixas com centenas de milhões de reproduções e uma indicação ao Latin Grammy coloca o catálogo em um patamar alcançado por poucas operações do gênero no país.

Orlando também esteve à frente do lançamento de “Party On My Own”, de Alok e Vintage Culture. Foi dele a proposta de uma curadoria dos dois artistas na Mint Brasil durante a campanha. A iniciativa foi aceita pelo Spotify e executada com critérios para a presença de músicas de cada artista e compromissos de divulgação. Para o profissional, permanece uma experiência singular em sua passagem pelo streaming brasileiro.
Outras contribuições exigiram persistência fora dos holofotes. Ele trabalhou na liberação de “Hanging Tree”, produzida por LIU e HAWK., com vocais de Erjona Sylejmani, e de “So Many Times”, de Bruno Be e Sandeville, com Alexandra Prince, voz da versão original. A segunda negociação começou na Som Livre/Austro e atravessou sua mudança de empresa. Com autorização da Som Livre para levar o projeto à Controversia, Orlando concluiu um processo que durou dois anos.
Ao acompanhar o desenvolvimento de artistas como Bhaskar, Mojjo, Samhara e Ralk, o que você aprendeu sobre construir uma carreira que hoje influencia suas decisões como Sonnero? Conte um exemplo concreto dessa ligação.
Sonnero: com o tempo, entendi que a grande chave está no/na artista entender a sua verdade e conseguir aplicar isso em sua persona artística. Isso se traduz nas mais diversas frentes: na forma como se porta, como fala com o público, nas produções, nas apresentações. Trabalhar com múltiplos artistas me ajudou a entender que não existe uma fórmula mágica para copiar e colar; o trabalho se modula conforme a realidade daquela pessoa. Apesar de todos serem artistas da mesma gravadora na época, cada um desses quarto artistas tem personalidades bem distintas e isso se refletia na forma como o marketing postava sobre um novo lançamento, na capa do próximo lançamento, no conteúdo a ser gerado, na música a ser trabalhada. Por mais que existisse um desejo da gravadora pelo resultado, algo normal de qualquer empresa, era preciso entender como tornar o som de cada artista em algo acessível. Uma mistura de música eletrônica com funk ou sertanejo combinava mais, por exemplo, com a proposta que o Ralk tinha como desejo para sua carreira na época, enquanto com Bhaskar a acessibilidade que o vocal traz para uma track vinha de vocais não tão festivos, mas que cativavam pela história melódica.

O calendário de Sonnero em 2026 mostra como esse aprendizado convive com uma produção própria. Em 16 de janeiro, o EP “Shed Your Skin” saiu pela Camel VIP Records, reunindo a faixa-título, “Unfolding Mysteries”, com Different Stage, e o remix de Mattias Herrera para “Shed Your Skin”. Em 27 de fevereiro, sua própria label, Oraculum Sonnorum, recebeu o EP “Tryambakam”, com Ben Jamming e Pela Feliz: uma versão downtempo e a leitura voltada à pista “Mantra Goes Clubbing Remix”.
As colaborações seguem em “Eleventh Hour”, com Ancestrall, lançada em 27 de março pela Lump Records, e no EP “Shared Purpose”, também com Ancestrall, de 17 de abril pela Harabe Lab, incluindo um remix de Robert Casey. “Crossing Paths”, com Yumi Project, chegou em 22 de maio pela Sounds of Quartzo Records; “On My Mind”, em 31 de julho pela Cactunes Records. O planejamento informado inclui “Shiva Shamboo”, com Ancestrall, pela Sounds of Khemit em outubro, e “Gift or Curse”, novamente com Ancestrall, pela Harabe, ainda sem data confirmada.
Nas apresentações, o ano começou em Búzios: Silk Beach Club, em 3 de janeiro, no warm-up para D-Nox e Pole Position, e Tawa Beach Club, em 17 de janeiro, abrindo para Bhaskar no Follow The Sun. Vieram a estreia em São Paulo no Crema, em 20 de março, e no D-Edge Rio, em 15 de maio, no warm-up para Ruback.

Em 6 de junho, apresentou pela primeira vez um DJ set como Sonnero no Sounds of Quartzo, em uma participação que também incluiu sound healing com Ekanta pelo terceiro ano seguido. Na mesma data, tocou de surpresa no Aldeia Zen, após um convite recebido na noite anterior. Em 25 de julho, estreou no AME Club abrindo o All Night Long de ANNA; em 23 de agosto, chegou ao D-Edge São Paulo para um SuperAfter das 6h às 9h. O percurso inclui ainda a passagem pelo Burning Man, entre 30 de agosto e 7 de setembro, e a apresentação prevista no Universo Paralello no Réveillon.
Com Sonnero, Orlando acrescenta uma voz própria ao trabalho que já vinha realizando para a cena. Sua contribuição reúne duas frentes complementares: ajudar música e artistas a encontrar caminhos de circulação e colocar em circulação o repertório que ele mesmo está construindo.


