radar vibez gravadora entrevista hubrecords
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HUB Records: Gravadora brasileira no #RadarVibez

Falamos com Felippe Senne, fundador da HUB Records, considerada atualmente a maior gravadora de música eletrônica do Brasil. Leia a entrevista, conheça mais sobre a sua história e confira algumas dicas infalíveis para ter sucesso ao enviar uma demo!

Quem fundou a gravadora? Quando ela foi inaugurada? O que os inspirou a criá-la?

Senne: Foi fundada por Felippe Senne no início de 2015. Inicialmente a proposta da HUB Records era ser uma porta de entrada no universo das gravadoras para os talentos que surgiam entre os alunos do curso de produção musical da Make Music Now.

Porém, no ano de 2017, já empresariando artistas como Cat Dealers, JØRD e Evokings, os quais necessitavam de uma grande plataforma para impulsionar os seus lançamentos no Brasil e no mundo, além da entrada do Rafael Brahma na sociedade da HUB, responsável pela articulação do acordo de distribuição que fizemos com a Sony Music Brasil, do dia para a noite a HUB ganhou muito poder de fogo – tanto pelos ótimos artistas e conteúdo musical que trouxemos para ela (nosso próprio cast da Boost Mgmt), quanto pela influência e alcance próprio do nosso grupo dentro do nicho eletrônico, além da Sony nos abrindo as portas e trazendo influência com as grandes plataformas de streaming, rádios, etc.

Consequentemente, o propósito da HUB mudou de figura: de um selo pequeno para novos talentos da Make Music Now, para o desafio de se tornar a principal gravadora de música eletrônica do Brasil, tanto pelos artistas envolvidos, quanto pelo alcance e impacto dos nossos lançamentos.

Onde está localizada a gravadora? O que vocês têm feito para fomentar a produção musical e artistas dessa região?

Senne: Nosso escritório fica no Rio de Janeiro, porém é algo que não muda muita coisa, já que temos artistas que lançam conosco que são de todos os cantos do Brasil, além de artistas internacionais – principalmente da Europa. Portanto, nossos esforços para fomentar artistas não se limitam ao Rio de Janeiro apenas.

Claro que nosso foco principal é ajudar os artistas de origem brasileira a se desenvolver, coisa que já praticamos há anos – com os artistas que já são grandes no nicho eletrônico, nosso foco é ampliar o alcance além do universo eletrônico, levando sua música e marca para grandes playlists do Spotify, Deezer etc, levando suas músicas para as rádios FM, TV etc, além de conseguir recursos para criar conteúdos de alta qualidade e impulsioná-los nos meios digitais.

Para os novos talentos, nossa premissa básica inicial é a seguinte: fazer um lançamento no mínimo 10x melhor do que se ele lançasse sua música de forma independente – seja no alcance da mesmas, mas também orientando em relação aos caminhos a seguir musicalmente, que é o trabalho principalmente que desempenho como A&R da HUB.

Vocês possuem artistas-chave que gostariam de indicar para a galera acompanhar os próximos lançamentos?

Senne: Além dos artistas principais da HUB no momento – KVSH, JØRD, Evokings e Almanac – e grandes artistas que periodicamente lançam conosco – Vintage Culture, Dubdogz, Groove Delight, Swanky Tunes, Felguk, Breaking Beattz, Bruno Be, entre outros –, vale também acompanhar os novos talentos que estamos apostando na HUB, como Flakkë, Zuffo, Cevith, Röde, GUILC, Quarantino, Gorillowz, INNDRIVE.

Temos também novos talentos femininos que acreditamos muito, como a Lau de Prá e Ká Hernandes – ambas DJs, produtoras musicais, compositoras e vocalistas –, além da DJ e produtora musical Carola.

Como é o composta a equipe de vocês? 

Senne: Nossa equipe é bem enxuta, basicamente somos: Felippe Senne (direção, A&R e marketing), Rafael Brahma (direção, marketing e comercial), Gustavo Corá e Marcela dos Santos (administrativo e financeiro), Patricia Pougy (distribuição), Matheus Tavares e Maurício Monteiro (marketing e conteúdo), Paula Martins (financeiro e royalties) – além dos prestadores fixos de serviços, incluindo Dalton Jasper e equipe (design) e os advogados Cláudio Serzedello e Victor Reis (jurídico).

Existe um som/subvertente ou uma ideologia comum que unem seus lançamentos?

Senne: A proposta principal da HUB é oferecer música de alta qualidade para os fãs e DJs de música eletrônica do universo “four-on-the-floor” – ou seja, basicamente tudo que se enquadrada no universo house, techno e trance –, com o compromisso primordial de agradar a pista de dança, trazer inovação aliada a funcionalidade, além de ter DNA artístico genuinamente brasileiro.

Quais são as top 9 tracks lançadas por vocês?

Senne: São muitas tracks significativas nesses 3 últimos anos na HUB Records – tanto em relação ao sucesso em streams nas plataformas e suporte dos DJs nas pistas, quanto também tracks que trouxeram inovação para a cena brasileira –, o que deixa bem difícil selecionar apenas 9 tracks.

Mas aqui vão então 9 hits selecionados, que resumem bem a vibe da gravadora e sua jornada, em ordem cronológica de lançamento:

Cat Dealers, Santti, LOthief – Sunshine [2017]

Vintage Culture, KVSH, Breno Miranda – Cante Por Nós [2018]

JØRD – Miracle (feat. Vic Brow) [2018]

Dubdogz – Techno Prank [2019]

KVSH, The Otherz, Gabriel Froede – Can’t Get Over You [2019]

KVSH, JØRD – Potter 2.0 [2019]

Evokings – Move Your Body [2019]

Groove Delight, Lau de Prá – Interestelar [2019]

Almanac – Mini Game [2020]

[BÔNUS] Esse é um lançamento recente, mas se tornou um hit instantâneo:

Jovem Dionísio – Pontos de Exclamação (Vintage Culture & Future Class Remix) [2020]

Qual é o conselho que vocês têm pra dar pra quem quer enviar uma demo para vocês?

Senne: Envie apenas uma track (aquela que seja “A TRACK”), um breve comentário que seja relevante sobre você como artistas e/ou da música em específico, link de streaming (Dropbox ou Soundcloud) da track, e os links dos seus perfis no Instagram, perfil do Soundcloud e Spotify.

Com isso, já temos tudo o que precisamos para ouvir a música em questão e conhecer bastante sobre o artista, sua marca, momento de carreira e possíveis conquistas.

Deixe algumas dicas do que um artista não deve fazer na hora de abordar uma gravadora:

Senne: Ser prepotente e/ou arrogante, isso é básico. Enviar música que não combina com a proposta da gravadora também é um erro clássico – estude-a antes de enviar o seu material.

Curtiu conhecer mais sobre a história e as dicas da HUB Records? Quer ter a chance de lançar por lá? Então siga as dicas dadas aqui na entrevista e envie suas demos acessando o site hubrecords.com.br e clicando em “Submit Your Demo” no menu principal.

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