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Entrevista No One Knows acelera ascensão com colaborações estratégicas, lançamentos globais e foco total na pista

Entrevista: No One Knows acelera ascensão com colaborações estratégicas, lançamentos globais e foco total na pista

Em um cenário cada vez mais competitivo, onde novos projetos surgem diariamente, a dupla No One Knows aparece como um nome que cresce de forma consistente, construindo sua trajetória com estratégia, identidade sonora e conexões certas. Se antes o tempo era quase integralmente dedicado ao estúdio, hoje o projeto começa a ocupar novos espaços, seja nos line-ups, nas plataformas digitais ou nas conversas de bastidores da cena eletrônica.

A sensação é de um motor que finalmente saiu da garagem e ganhou a estrada. Cada lançamento funciona como um novo quilômetro percorrido, ampliando alcance, fortalecendo o networking e aproximando o projeto de nomes que antes eram apenas referência. Ao mesmo tempo, a dupla mantém um princípio claro que guia suas decisões: a pista como ponto central.

A seguir, os principais pontos dessa fase, explicados pelos próprios artistas por trás do projeto No One Knows.

O projeto No One Knows vem ganhando cada vez mais espaço dentro da cena eletrônica. Como vocês definem o momento atual da dupla e o que tem marcado essa fase da carreira?

NOK: Sentimos que, aos poucos, o projeto vem tomando uma notoriedade maior. Saímos de uma fase em que estávamos quase inteiramente em estúdio para agora começar a ter lançamentos importantes, gigs, suportes cada vez mais fortes, e o network vem crescendo na mesma proporção, com parcerias junto a DJs que sempre foram grande referência para nós.

A cena eletrônica tem valorizado cada vez mais colaborações entre artistas. Como vocês enxergam esse tipo de parceria dentro do processo criativo e o que essa experiência com o SARRIA agregou ao projeto No One Knows?

NOK: O SARRIA tem sido um grande parceiro nosso há bastante tempo. Se tornou um irmão, não só na música, mas também para a vida. Nossas ideias são muito parecidas e se complementam bem, e tem sido muito massa trabalhar com ele não apenas nas músicas, mas também em gigs com live vocal. Ele é um artista extremamente talentoso, com uma voz que ainda vai ser muito escutada nesse mundo da música eletrônica.

Conte também sobre o som e a importância do som sair nesta label:

NOK: A Club Sweat hoje em dia está entre as top 5 labels desse tipo de som. Não esperávamos lançar lá já no início do projeto, mas mandamos o e-mail e, de prontidão, eles responderam aceitando a música, o que nos deixou muito felizes por ser apenas nosso quarto lançamento. Sabemos o quanto isso vai ajudar na visibilidade mundial do projeto.

Entrar em uma label desse porte logo nos primeiros passos é como furar uma bolha invisível da indústria. De repente, o som deixa de circular apenas em nichos e passa a dialogar com um circuito global, onde curadores, DJs e públicos de diferentes países entram em contato com a identidade do projeto.

Vocês também lançaram recentemente um set que mostra um pouco da identidade musical da dupla. Qual foi a ideia por trás desse lançamento e o que vocês quiseram transmitir ao público através dessa seleção musical?

NOK: Como diz o próprio nome do nosso projeto, “No One Knows” vem de um significado de surpresa mesmo. A cada apresentação, costumamos mudar um pouco a linha que seguimos, focando sempre na pista.

Nesse dia no Douha, tocamos depois do Brisotti e já sabíamos que ele ia mandar aquele tech house mais puxado para os 130 BPM, então decidimos mandar uma linha de som bastante diferente da dele. Escolhemos algo mais melódico, mas sempre com drops groovados e baixos gordos, que é nossa identidade. Deu bastante certo, levamos a pista até o final e terminamos o set 45 minutos depois do horário previsto.

A pista, nesse contexto, funciona como um termômetro imediato. Não há algoritmo, não há filtro. A resposta vem em tempo real, no movimento do público, na permanência na pista, na energia que se mantém até o último minuto.

Recentemente vocês participaram do remix oficial para o Chemical Surf, em colaboração com o INNDRIVE. Como surgiu essa oportunidade e o que esse lançamento representou para vocês?

NOK: Esse release foi muito da hora. O INNDRIVE também é de Maringá, conhecemos eles antes mesmo de começarem a produzir, são amigos antigos. O Gabriel chegou para nós com a ideia desse remix, aceitamos na hora e terminamos a música em dois dias.

Conseguimos a liberação e o lançamento saiu pela Bunny Tiger. É uma track bem pista, que funciona bem em qualquer público. O engraçado é que todos os envolvidos são de Maringá, uma cidade que sempre teve o Chemical como referência para nós.

Falem também um pouco sobre a track lançada pela Abyssal Deep, do Meca:

NOK: O Meca é um amigo de longa data. Quando voltamos a produzir juntos no final do ano passado, entramos em contato com ele e começamos a mandar produções. No caso de “Call the Cops”, o SARRIA finalizou a track e enviou para ele, que assinou na hora. Tocamos a música por um tempo, o Solomun também curtiu e começou a tocar, e depois de alguns meses assinamos o contrato. Inclusive, temos outra música para sair lá no próximo mês.

Ter uma track validada por nomes influentes antes mesmo do lançamento oficial é um indicativo claro de potencial. É como testar uma chave em várias portas antes de decidir qual abrir primeiro.

Como tem sido a recepção do público e da cena aos lançamentos recentes da dupla? Houve algum suporte ou feedback que tenha marcado especialmente vocês?

NOK: Estamos indo para nosso quarto lançamento e já passamos de 100 mil plays em uma música e 50 mil em outra, somando cerca de 20 a 30 mil plays mensais. Para um projeto novo, isso nos surpreendeu bastante. Nosso network vem aumentando e estamos fazendo collabs com artistas que sempre foram referência para nós.

Nosso network vem aumentando, estamos fazendo collabs com artistas que sempre foram referência para nós, por exemplo: a collab com o GABE já está pronta, tem outra com o Departamento que está nos detalhes finais. Também já trocamos ideia com o Bhaskar para ele mexer em uma das nossas, e ele topou. Tem muita coisa boa vindo por aí!

O que o público pode esperar do No One Knows nos próximos meses? 

NOK: Vamos continuar fazendo o que estamos fazendo, produzindo muita música e aprimorando nossa identidade. Estamos trabalhando em um EP com uma proposta diferente, mais voltada para o mercado europeu, com vocais fortes e um groove diferente do que o público está acostumado.

Se o presente já aponta crescimento, o próximo passo parece ainda mais ambicioso. A mira agora não está apenas na consolidação local, mas na adaptação sonora para dialogar com pistas internacionais, especialmente na Europa, onde o verão dita tendências e revela novos protagonistas.