Já podemos dizer que o Melodic House & Techno é oficialmente o som do momento?

É seguro dizer que essa sonoridade veio para ficar por um bom tempo!

Durante o auge da pandemia – e não que ela tenha acabado, a ausência da indústria ativa fez com que ficasse difícil apontar quais eram as principais tendências da música eletrônica. Ainda assim, diferente do mundo pré crise, no qual os sucessos se evidenciavam facilmente, 2020 foi sorrateiramente se encaminhando para o Melodic House & Techno, a sonoridade em voga. 

O início da tendência 

As sementes dessa história estavam germinando já desde 2018, com a ascensão do gênero nos festivais comerciais da Europa. Isso também coincidiu com o enfraquecimento do Trance e a ascensão do Bass. Ao mesmo tempo, o Techno iniciou uma trajetória de crescimento exponencial que continua até hoje. Você viu Adam Beyer, Cirez D, viu também o auge de Deadmau5 como Testpilot e até o lendário David Guetta se encaminhar para um projeto paralelo que passeia pela sonoridade melódica. 

Há pouco mais de um ano, você também observou talentos em ascensão, como Charlotte de Witte tocando Techno nos principais festivais do mundo. Logo veio o estouro dos artistas da Anjunadeep, que abraçou o Melódico desde o início. Não demorou para que nomes do mainstream levassem tracks do gênero para os maiores palcos e mudar tudo de vez.

Business Techno 

Enquanto o Techno estava se infiltrando no mainstream, a própria cena underground estava se tornando cada vez mais comercial. O Techno, em 2019, foi como Big Room, em 2013. A marca Resistance, do Ultra Music Festival, e a marca Factory 93, da Insomniac, estavam decolando, e festivais como Time Warp, DGTL e Awakenings se tornaram muito procurados, principalmente aqui no Brasil. Tomorrowland, o maior do mundo, colocou Charlotte de Witte, Kölsch, Carl Cox e mais nomes do Techno no mainstage, até em momentos nobres das noites. 

À medida que o Techno cresceu em popularidade, alguns na cena começaram a criticar seu crescimento e comercialização. Mas não tinha como negar, a vertente estava se tornando um negócio sério. 

O som chegou no mainstream 

Durante a era das lives, a música melódica reinou. Não querendo ficar de fora, David Guetta se apoiou fortemente em seu projeto Jack Back durante esse tempo. Ele mergulhou fundo no reino do Melodic Techno para tocar um set surpreendente que você nunca esperaria dele.

O sinal de que isso era real veio quando Tiësto anunciou que estava criando um projeto novo. Esse pseudônimo também estava focado em sons no estilo Techno Melódico, embora ele o chame de “House Music Melódico”. VER:WEST soa um pouco como o antigo Trance de Tiësto, mas nada como o novo Tiësto – e isso é ótimo.

Para não ficar para trás, Nicky Romero revelou seu próprio projeto melódico chamado Monocule

Enquanto esses artistas estão se agarrando ao Melódico, muitos outros nomes, citados anteriormente aqui, já estava prosperando. Conforme a cena Trance começou a declinar, o lar dessas melodias tornou-se o Techno e House Melódico. 

Para ser sincero, esse som se assemelha muito ao Trance Europeu, e algumas pessoas até dizem que é apenas um Trance mais lento. E vale lembrar que este som foi popularizado por Tale of Us e seu selo Afterlife, ARTBAT, Kolsh e outros nomes da cena underground.

A era das lives, em 2020 

Enquanto 2020 nos força a ficar em nossas casas atrás de nossas telas, o som foi muito bem difundido através das lives. Por mais que grandes nomes da cena estivessem produzindo conteúdo, os produtores de Deep House, Techno e sons progressivos seguem prosperando. Algumas das melhores e mais elogiadas lives vieram de Lane 8, Joris Voorn e Ben Böhmer, aqui no Brasil, tivemos Meca, Antdot, Maz e Reezer.

Sem eventos, a maioria dos sons de festivais, de mainstream e High BPM começou a parecer um pouco exagerado para esse momento. Não que não seja música para ouvir em casa, mas é música que fica melhor em festa. Sendo assim, podemos dizer que 2020 foi uma época em que sons introspectivos e melódicos tiveram repercussão. Na verdade, a tendência se tornou tão popular que agora se tornou o som da moda. 

E agora?

O fato de não haver shows, agora, significa que essa tendência ainda está ‘travada’ até o retorno dos eventos. Não podemos dizer que realmente veio para ficar até vermos VER:WEST, Monocule, Jack Back e companhia se apresentarem em festivais de verdade. Isso vai acontecer quando os shows voltarem. Mas é seguro dizer que essa tendência veio para ficar por um bom tempo.

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