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Musicalidade fora da matrix: um bate-papo com Mochakk

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Fora da caixa, Mochakk é do tipo que não se prende às fórmulas e se joga quando o assunto é produção cheia de personalidade. Com tantas referências e um feeling que vai além das pistas, seus sons são puros, com elementos melódicos e muito groove, variando do Tech House ao Soulful House. Suas músicas são tão marcantes que caíram no gosto de nomes como Kyle Watson, Vintage Culture, Victor Lou e Illusionize. 

Com ótimos números em “Seschi & The Clown” e no seu som mais recente, “Buttercup”, Mochakk vem lançando por labels de muita identidade, como a Elevation, Blackartel Records e Sweets & Treats. Seu último EP lançado, “Drown Me”, surpreende pela sonoridade que não se encaixa nas tendências. Mochakk certamente está no spotlight da música eletrônica atual.

Adepto à ideia de consumir influências nas mais diversas áreas da música, Mochakk, em entrevista exclusiva à Eletro Vibez, comentou sobre sua sonoridade, carreira e mais! Confira:

No último papo que tivemos, sua primeira entrevista oficialmente, você trabalhava com vários estilos, disse até que não se prendia nisso. Como está essa questão atual na sua vida? Houve uma aproximação com alguma vertente ou você segue se inspirando em diversas áreas?

Mochakk: Sigo me inspirando em diversas áreas, lógico que de tempos em tempos a gente descobre coisas diferentes na música e como costumo “beber” de muitas fontes, às vezes fico próximo de uma determinada linha e acabo orientando meu som para esta direção. Essas aproximações intensas podem ser duradouras ou temporárias, onde se tornam sempre inspirações e não mudanças de fato. Mas concluo afirmando que as características que fazem o meu som ser único sempre estarão presentes.

Como tem sido o período pandêmico na sua vida? De que forma ele impactou em seus planos, modificou seus próximos passos ou até mesmo influenciou na sonoridade de seus trabalhos?

Mochakk: Está sendo complicado, mas em 2020 pude perceber as alterações de humor e a variedade de sentimentos, a minha vida parecia uma montanha russa – cheia de altos e baixos, além de muitas inconsistências. Eu pude visualizar como aconteciam as mudanças nas minhas músicas e o quanto eu depositava meus sentimentos nelas. Certamente foi uma experiência marcante.

Comente sobre alguma track sua, que representa muito para você e que você acredita ser um de seus principais trabalhos. Fale sobre o que te inspirou na produção dessa track e alguma curiosidade, se tiver.

Mochakk: Produzi junto com o Victor Lou, que hoje é como um irmão pra mim, mas que antes disso, lá nos primórdios do Mochakk, sempre foi uma referência muito forte. Essa música, a “Diu Diu Lai”, trouxe um resultado muito significativo para os dois, pois conseguimos executar as identidades sonoras de ambos os projetos. Uma curiosidade desse som é que o vocal veio de uma canção de ninar criada pela minha mãe, que trouxemos uma ambientação mais dark, assim como para os timbres, e o resultado nos satisfez muito!

Em uma postagem antiga em suas redes sociais, você falou que “estou aqui para ensinar, para compartilhar meu conhecimento”. Hoje, tempos depois, você sente que ainda tem esse sonho e que está no caminho para torná-lo realidade?

Mochakk: Falando sobre ensinar e compartilhar conhecimento com as pessoas, eu acredito que o DJ tem a responsabilidade de instruir e educar o seu público. O principal lance do DJ é buscar novas sonoridades e mostrar para a pista tudo o que estudou, e hoje posso dizer que este sonho está se realizando, pois estou conseguindo compartilhar muitas coisas que venho aprendendo, isso me motiva a continuar no caminho que estou trilhando e junto a isso buscar mais profundidade e amplitude.

Hoje, qual seu principal ideal de trabalho na música?

Mochakk: Se você gosta de algo, estude aquilo ao máximo! Seja uma esponja de conhecimento, seja enciclopedista. Assim você irá conseguir executar com excelência tudo aquilo que você almeja.

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