Open/Close Menu feel the energy
[cn-social-icon selected_icons="1"]

A música eletrônica cada vez mais vem ganhando espaço no cenário mundial, e podemos dizer que o grande motivo desse crescimento deve-se à diversidade de estilos que a eletrônica possui.

Nos últimos anos, vimos uma forte onda do EDM, estilo este que se popularizou talvez pelo fato de abordar canções de grande fama junto aos remixes, e pode-se dizer que, com essa alta, os produtores se aproveitaram para angariar adeptos para os sub-gêneros, o que deu certo, pois observamos que houve uma grande migração de estilos, e um deles que está vindo com tudo e terá uma forte alta em 2018 é o Progressivo.

O Progressivo ou Progressive, do inglês, tem como base os elementos dentro das faixas, uma entrada gradual e progressiva, assim como acontece no pop progressivo e no rock progressivo. Os elementos entram lentamente, criando uma grande “história”, o que diferencia do EDM, onde há grandes drops e breaks longos, não havendo assim uma progressão. O termo atualmente está presente em muitos gêneros da música eletrônica, como Progressive House e o popularmente aclamado pelos frequentadores de raves Brasil afora, Prog e Progressive trance Off Beat, que você pode entender mais aqui neste post, e que é totalmente o oposto desse que vamos falar agora.

Nos anos 90, as raves eram dominadas pelos estilos Trance e Techno, que eram conhecidos por suas batidas rápidas (High BPM), até que passaram a introduzir melodias, e trouxeram grooves e BPM mais refinados, algo menos frenético, que foi denominado de Progressive. Para concretizar e não restar dúvidas de que o estilo estava introduzido na cena musical, no começo dos anos 2000, Sasha & John Digweed, os mentores do som progressivo, tornam-se Djs #1 do mundo, confirmando a popularidade do estilo.

Porém, com o passar do tempo, quem passou a dominar o cenário foram os estilos “comerciais”, aqueles radiofônicos que as pessoas passaram a ouvir cada vez mais, fazendo com que o progressive ficasse restrito às raves e aos clubs mais underground.

Após sofrer uma grande descaracterização, pelo fato do portal Beatport deixar os artistas escolherem os gêneros de suas faixas livremente, em meados de 2013, com Dixon, o Progressivo voltou à tona, ainda mesclado com outros estilos. Porém, com tamanho sucesso, o portal não teve escolha a não ser intervir e separar novamente os estilos, e em 2016 fez com o progressive voltasse a todo vapor.

Os pais e precursores, Sasha & John Digweed, junto com Guy J e Hernan Cattaneo, voltaram a dar visibilidade com toda força, e artistas de outros estilos migraram para o Progressivo, como Cristoph, Patrice Baumel e Victor Ruiz. Eric Prydz, referência do gênero, expandiu ainda mais o movimento.

Depois de tantos altos e baixos, o progressive promete vir com muita força em 2018, marcando presença no line-up de grandes festivais e, claro, trazendo cada vez mais adeptos ao movimento. E como prova de que 2018 é realmente o ano que promete muitas emoções para os fãs do estilo, se liga nesses registros e nas vibez que fizemos durante a apresentação do Hernan Cattaneo, em um dos melhores clubs do Brasil, a Laroc:  

E aí, você tem ainda alguma dúvida de que o progressive está com força total? Ou você aposta em algum outro estilo? Compartilhe com a gente! E se você quer apreciar mais desse som, solta o play nesse set épico de Eric Prydz:

Comments

comments